segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Wandering past-midnight

É interessante perceber como certas coisas... simples, que vc vê, ou lê.. em qualquer lugar... te transportam para alguma coisa que você nem se dava conta de o quanto sentia falta....
E quanto mais fundo, mais lembranças se encontram, mais o coração aperta, mais saudade se sente.
Isso me faz pensar que, apesar de amadurecer ser ótimo e você conseguir conquistar muitos objetivos que estão à sua frente... como ficamos cegos e obsessivos por somente buscar o que está a nossa frente... e só nos damos conta de olhar o que passamos quando já é tarde demais.
Em pensar que reunir todas as peças daquele quebra-cabeça antigo já não resolvem mais... em pensar que as peças do quebra-cabeça não param de mudar... em pensar que o seu raciocínio também não para de mudar.
A vida não passa de um maldito caleidoscópio girando incessantemente e espalhando as peças de suas lembranças por aí enquanto você tenta formar uma imagem... e todas as outras que você já viu, se perdem...

Juntar os cacos do que passou, e ainda assim, guardar em algum lugar no coração que, quanto mais cheio, mais apertado fica e mais os cacos perfuram o espaço que já está apertado de tantas lembranças, sangrando e manchando permanentemente algumas enquanto as que estão mais à vista... talvez por serem importantes, talvez por serem recém colocadas ali, são salvas.

Como fazer para aproveitar tudo isso que está acontecendo agora?
Como fazer para não deixar que essas memórias fiquem jogadas em um canto, até o momento que você se dá conta de que as esqueceu?

Essa história da memória humana ser limitada, e os sentimentos serem ligados ao cotidiano... ao costume... à lembrança... isso simplesmente não podia ser assim.

Melhor manter o que sobrou sempre por perto... pois tenho medo de perder mais...